Você consegue imaginar as possibilidades das Roupas Conectadas?

roupas conectadas iot

Imagine comigo… Saber qual roupa se encaixa melhor a você, considerando dados coletados do usuário, feedback e selfies trabalhando com a Analytics e Inteligência artificial para relacionar isso com dimensionamento do corpo, corte, composição e propriedades dos tecidos, idade e desgaste.

Num sistema que se auto aprende e atualizado em tempo real, acomodando seus hábitos do dia a dia.

Aplicativo baseado nesses dados poderia recomendar com antecedência qual das diversas peças que uma mulher prova em uma única compra se encaixa melhor – ou no futuro, fabricação personalizada para a combinação perfeita daquela peça que tanto amamos.

daquela peça que tanto amamos.

Como problemas e pontos de dor que eram anteriormente intratáveis podem ser resolvidos?

Por exemplo:

  • Evitar a falsificação ou Desvio de produtos.
  • E sobre os novos conceitos e modelos de negócios inovadores?

Por exemplo:

  • A máquina de lavar roupas inteligente. Créditos da foto acima: AQUI
  • O vestuário como passaporte para um evento.
  • O AirAnb de vestuário.
  • Novas formas de comprar: Alfaiataria Virtual.
  • Novos Apps: por exemplo, para estética que meça diariamente a circunferência da sua assinatura.

Maquina lavar roupa iot

Vamos nesse artigo, refletir juntos:

O que pode acontecer no mundo com “roupas conectadas”?

Já temos um público de usuários bem estabelecidos, os atletas! Especialmente popular no Brasil com os jogadores de futubel, os famosos “sutiãs” conectadas. Uma das fabricantes é a empresa GPSports. A roupa conecta que acompanha um software SPI IQ funciona como base de dados que guarda as informações colhidas por GPS de cada jogador. O aplicativo pega as informações e transforma em gráficos e planilhas que podem ter diversos fins como:

  • Analisar a velocidade dos jogadores,
  • Qual jogador percorreu maior ou menor distância,
  • “Explosão” de arranque,
  • Desaceleração,
  • Frequência cardíaca do atleta,
  • Calcular impactos entre os atletas.

Com os dados em mãos, os preparadores físicos são capazes de calcular os desgastes dos atletas, tanto em jogos como em treinos e planejar novas técnicas do jogo, considerando a condição física para cada atleta. Além disso, o sistema gera relatórios praticamente instantâneos, o que levaria horas para fazer manualmente.

Para você se ambientar, quero trazer alguns números do setor de vestuário no Brasil.

  • A Pesquisa de Orçamentos Familiar realizada pelo IBGE indica que mais de 5% do orçamento é destinado ao Vestuário.
  • A Abit, Associação Brasileira da Indústria Têxtil, aponta que o faturamento do setor têxtil em 2018 chegue a R$ 152 bilhões.
  • Estima-se 1,84 milhões de toneladas de tecido seja produzida.
  • Quanto ao número de peças, serão 6,05 milhões.
  • Os investimentos também tendem a aumentar, chegando a R$ 2,25 bilhões — um número 18,4% maior que o observado em 2017.
  • Por outro lado, os custos da produção não devem subir neste ano.

E alguns números de fora do Brasil e/ou globais:

  • Gastos com campanha de Marketing: US $ 28,2 bilhões (£ 20 bilhões) são gastos por ano somente no Reino Unido para ofertas promocionais
  • De acordo com um recente estudo da União Europeia, falsificações custam somente as marcas US $ 31,92 bilhões (€ 28 bilhões) por ano. Em outras palavras, as marcas europeias perdem 9,7% receita dessa maneira.
  • De acordo com a National Retail Federation, a fraude de devolução de peças custa aos varejistas norte-americanos US $ 11 bilhões por ano.
  • Em uma pesquisa recente feita pelo World Economic Forum (WEF) com 800 líderes, 92,1% dos entrevistados disseram que até 2025 cerca de 10% das pessoas usará roupas conectadas à internet.
  • IDC prevê que mercado de dispositivos vestíveis chegará em 2019 a 214,6 milhões de unidades.
  • Avery Dennison, uma das grandes empresas de identificação automática através de sinais de rádio (RFID) da atualidade, e a plataforma de Internet das Coisas chamada EVRYTHNG anunciaram que, nos próximos três anos, vão incorporar 10 bilhões de etiquetas digitais em peças do vestuário e acessórios de marcas parceiras. Empresas que são a inspiração deste artigo! Boa parte do material são texto do e-book das marcas, traduzidos e incluidos a minha visão sobre o tema.
  • A Juniper Research, empresa que fornece serviços de pesquisa e análise para o setor global de comunicações de alta tecnologia, preveem que as roupas inteligentes serão o setor da tecnologia vestível com crescimento mais rápido, em relação aos dispositivos inteligentes portáteis (como por exemplo: relógios inteligentes, óculos inteligentes, joias inteligentes), nos próximos dois anos, se tornando uma indústria de US $ 1 bilhão em 2020.

Dá pra concluir que é um bom mercado a ser explorado, você não acha?

Internet das Coisas amplia a riqueza e alcance do relacionamento com o cliente, e como será com as roupas conectadas?

A inovação não só ia deixar os compradores mais felizes, mas também economizar bilhões em retornos de peças que são devolvidas nas compras do e-commerce.

Diferença entre as marcas de vestuário e digital marcas

Marcas de vestuário descobriram o mundo digital para alcançar as pessoas, de encantá-las com experiências interativas, ou fornecendo novas formas de comprar – e-commerce, Instagran, Whatsapp, SMS.

Mas raramente são verdadeiramente digitais.

As marcas criam campanhas digitais brilhantes e ofertas ao varejo, mas isso geralmente se concentra puramente nas vendas de itens. Não há um relacionamento, e poucos dados além dos dados coletados na venda, ou no máximo informações alimentadas no CRM (Customer relationship management).

Produtos de vestuário mais inteligentes podem agora fazer diferente.

Isso significa que peças possam ser fabricadas com software adicionado a capacidades, o que os torna mais inteligente, mais interativo, mais personalizado e mais valioso para consumidores e marcas.

Fazer parte da Internet das Coisas significa cada item de vestuário se conecta a um inteligente software na nuvem, o que pode desencadear experiências em tempo real para os consumidores, e novos insights valiosos para marcas.

A conexão a estes produtos pode usar a interação com outros dispositivos como um smartphone.

Isso significa que as marcas agora podem incluir todos os seus produtos em uma plataforma para relacionamento direto com o consumidor e operações de negócios mais inteligentes.

Com funciona? Cada peça tem um código único, que o identifica, como se fosse um CPF. Não é um código de barras que identifica o número do modelo ou SKU (Stock Keeping Unit/Unidade de Controle de Estoque), mas um código único para essa “coisa”, como a placa do seu carro.

Imagem acima: CLIQUE AQUI para mais informações e fonte.

A criação de valor, por exemplo, ao atribuir uma identidade de “edição limitada” a objetos digitais individuais, em vez de só dizer que é, sem autenticação de ilimitada.

Este código físico fica integrado a peça, desde o chão de fábrica ou ateliê, e segue através da cadeia de suprimentos, ao varejista, ao closet do consumidor e finalmente até a reciclagem de roupa (hoje no Brasil já se recicla meias para fazer cobertores, com roupas conectadas, poderemos fazer muito mais).

Seria importante, na minha visão, que a identidade fosse gerenciada por uma plataforma horizontal da indústria, não proprietária a um fabricante ou mesmo a uma multimarca varejista. E vai além! É transformar uma identidade física em uma identidade digital universal acessível, inclusive, para pessoas físicas.

A “peça” viveria num banco de dados aberto, como as bibliotecas open source, acessado pela Internet, acessado através de padrões abertos, nuvens e até APIs. O item pode até ter perfil de rede social.

E então a “coisa” com perfil de dados dinâmicos que representa sua peça de roupas, acessórios ou calçados poderiam aproveitar o alcance da vasta informação interligada de ecossistema da Internet, incluindo provedores de serviços, aplicativos, processamento em nuvem, marketing, conteúdo e recompensas.

Imagem acima: CLIQUE AQUI mais informações e fonte.

Por que isso é importante?

Alguns exemplos: o objeto digital pode levar um conjunto de permissões, eventos, locais e interações que permitem ser associado ao conteúdo (Por exemplo, onde e como a bolsa é feita), certificados de autenticidade e propriedade, lavagem ou instruções de reciclagem, ou a capacidade de reordenar um substituto direto da marca. Tudo pode ser acessado a partir da roupa usando o dispositivo digital mais próximo, como um smartphone ou beacon.

As possibilidades são ilimitadas.

É verdadeiramente perturbador o poder das tecnologias em desbloquear a inovação no nível do modelo de negócio, estilo de vida, comportamento, conceito, maior eficácia e concorrência dentro dos modelos existentes.

O mercado será capaz de disparar conteúdo de inspiração para novas roupas e combinações, bem como descontos de fidelidade.

Todas interações ricas em dados. Como mostra a figura abaixo, as evoluções de tecnologias nos tecidos é muito mais que conectividade. Fonte e mais informações da imagem: CLIQUE AQUI

 

A evidência mostra que as pessoas estão preocupadas em compartilhar dados até que sejam incentivadas. Obviamente, tudo que está sendo expondo aqui, tem que respeitar as Leis de privacidade e proteção aos dados.

Na minha visão, não tem que ter as letras pequenas para autorizar algo. É necessário negociar as permissões do usuário e a privacidade, estas implicações são fatores críticos para o sucesso da roupa conectada.

Outro ponto é que as pessoas ficam felizes e seguras ao fazer isso com marcas em que confiam ou que agregam valor. É isso já acontece… eu mesma, sei que o Google sabe muito mais sobre mim de que eu mesma, porém, ele me traz valor, ele facilita a minha vida e então, eu permito.

Pesquisas mostram que Engajamento no Pinterest é 36% maior o preço está incluído, nas peças conectadas, revisores poderiam carregar automaticamente detalhes, links e fotografias exclusivas diretamente das peças ou similares para facilitar a compra de peças que você gostou, em outras cores, por exemplo, ou para aquele desconhecido que elogia sua vestimenta e quer saber o quanto você pagou ou onde comprar uma roupa como a sua.

O conteúdo também pode contar a história de um item, sua procedência, artesanato, fabricação, entre outros detalhes que são essenciais para o varejo de luxo.

Você conseguirá afirmar com certificação digital validada, por exemplo, se o produto foi comprado no lançamento ou na venda, o que foi comprado junto e onde foi comprado.

Os espelhos digitais (Leia o artigo Digital Signage) de hoje podem mostrar a você item que você está experimentando em cores diferentes. Os espelhos digitais de amanhã podem ser capazes de mostrar-lhe os equivalentes mais próximos do seu guarda-roupa atual com a nova coleção. Ou seja, valerá a pena, nós como pessoa física, ter um espelho de sinalização digital em casa? Poxa, a profissão de coach de imagem é tão nova no mercado e já entraria na lista de profissões a desaparecer, será?

MÍDIA SOCIAL

Os itens que passam a ter uma identidade única – quase como um perfil no Facebook. Eles poderão associar-se a outros produtos e também com pessoas. Eu posso gostar do meu casaco e talvez minha jaqueta possa gostar de mim.

Atualmente, nas compras on line, temos a opção de carregar a listas de desejos e, agora o ID destes itens podem se tornar uplinks individuais e poderão ser vinculados a outros conteúdos, postagens, e assim por diante. Em termos práticos, hoje quando pesquisamos algo na Internet, aquele “item” fica nos perseguindo, em pop-ups, links patrocinados em redes sociais, não é mesmo? Agora, o processo é de mão dupla, nós poderemos “perseguir esses itens”, identificar quem usa, quais lugares que se frequentam com aquele look e por aí vai…

Outro exemplo: a sua PEÇA COMO PASSAPORTE. E se seus sapatos pudessem te colocar em um clube? ou evento? Imagine que você pudesse usar a sala VIP da Samsonite no aeroporto de forma automática, ao entrar com um acessório da marca?

Mais exemplo: A roupa em vigor torna-se uma fita métrica virtual e atualizada em tempo real, não importa se é Dezembro, aquele mês que a gente “incha” porque bebe e come muito nas festas de final de ano… Imagina o quanto isso facilitaria a nossa vida! Eu particularmente, penso na dor de cabeça que tenho para alugar vestidos de festas, poder ter previamente o que fica bem em mim, considerando meu corpo atual, a minha roupa poder ler as minhas medidas e a loja (física ou virtual) sugerir o que vai ficar bom com propriedade, evitaria com certeza, eu ter que experimentar diversos modelos. Eu ia adorar! Nada mais cansativo que passar horas experimentando vestidos de festas. Aff….

Outro exemplo, a roupa cuidando da nossa SAÚDE! Os rastreadores biométricos de pulso para moda fitness têm ganhado muitos adeptos por poder medir a frequência cardíaca, checar a temperatura corporal, mostrar as calorias perdidas durante o treino, exibir graficamente a eficiência dos exercícios físicos entre outras coisas.

“Imaginemos que temos um ataque cardíaco. As roupas podem ser sensíveis a isso e ativar um sistema que chama o socorro. Há várias possibilidades e as tecnologias são uma ferramenta para alcançá-las”, afirma Lisa Lang, fundadora da Elektrocouture.

E a imaginação não tem limite… Você já pensou em remunerar com o seu vestuário? Você estaria disposto a colocar seus pertences para ALUGAR? Creio que se aplica especialmente a itens de Luxo, como joias, bolsas, malas. Poderíamos ter o “AirBnb” do vestuário. Quando nos referimos a produtos rastreados/conectados, temos como autenticar sobre o uso: quanto tempo foi vestido, onde foi usado e até localizar se tivermos problemas na devolução, com base em acionadores contextuais, como localização, proximidade, sexo, hora do dia, condições meteorológicas ou interações anteriores, histórias e preferências. Assim, se eu alugar uma peça, e você considerar que me visto bem e quiser, poderá alugar a mesma peça, na certeza de eu já usei, com detalhes inclusive do evento que foi usada. Ahahahaha… será que um dia terei seguidoras que me admiram tanto assim?! Risos…

DEVOLUÇÕES, RASTREAMENTO E AUTENTICAÇÃO

As cadeias de vestuário perdem muito para a falsificação todo ano. Não são apenas alguns knock offs baratos – é um problema de escala industrial.

Uma preocupação especial para os consumidores pode ser compra on-line de um varejista “barganha” desconhecido ou comprar segunda mão.

Como você pode saber com certeza é a peça é autentica? Com a roupa conecta a autenticidade pôde ser verificada, potencialmente impulsionando mais compras on-line.

Outro caso de uso seria a devolução de produtos falsificados (como se fosse autêntico) para reembolso nas lojas, novamente algo que IoT nas roupas resolveria, porque poderá ser verificado e ter a informação real de onde foi comprado!

MELHORIAS NA CADEIA DE FORNECIMENTO, ESTOQUE E DADOS DE VENDA

Você deve pensar que nos dias de hoje, que já avançamos tanto em softwares que os sistemas, inventário e logística moderna traz aos varejistas as informações exatas do que estão vendendo, onde, para quem, posição de estoque por loja, etc? Pois é, informo que grande parte desta indústria isso ainda pode ser um exercício de adivinhação.

Ser capaz de rastrear verdadeiramente o fluxo de mercadorias através de toda esta cadeia terá numerosos benefícios, incluindo correspondência mais precisa de estoque para demanda, resultando em maior lucros e menos desperdício, ou gerenciar a necessidade de desconto de forma agressiva para limpar estoque através de vendas flash.

O Brasil é um país com diferentes culturas por região, atualmente, os grandes varejistas, lançam sua coleção e estas são bem sucedidas em uma região e outras não. Ter o inventário on line, automatizado, fará diferença para diminuir custos e aumentar o faturamento.

Além disso, o lojista terá análises de dados para otimizar o marketing e merchandising.

Com a tecnologia vestível aplicada à moda, nossas roupas se tornarão multifuncionais e não apenas um pedaço de tecido que cobre nosso corpo.

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