Tecnologia e modelo de negócio: quais são as melhores escolhas para projetos de IoT hoje?

Tecnologia e modelo de negócio: quais são as melhores escolhas para projetos de IoT hoje?

Não há dúvidas do potencial e dos benefícios da Internet das Coisas. A possibilidade de “acessar coisas” de forma remota traz infinitas possibilidades que vai de controle e monitoramento à distância a coleta de dados, que é o novo petróleo da economia.

Na prática, há desafios a serem considerados na implantação de um projeto de IOT de sucesso. Em resumo, são os desafios dos 4 Cs:

Baixo Custo: Assinaturas de conectividade de baixo custo, e dispositivos simples e econômicos.
Hoje temos disponíveis tecnologias que permitem desenvolver projetos incríveis, permitindo imaginar e logo implementar. Mas quando trazemos para a prática, considerando a escala dos projetos, o fator custo é essencial para alcançarmos as bilhões de coisas conectadas. Os projetos que estão dando certo valorizam a simplicidade e a economia. Se a conta não fechar, não vai rolar. Não adianta se iludir.

Baixo Consumo: Menor consumo de energia do dispositivo para levar os dados à nuvem.
O custo do projeto vai além do dispositivo e da conectividade. Também tem que ser calculado o custo da manutenção, operação e o ciclo de vida do projeto. É por isso que economizar energia do dispositivo vai evitar deslocamentos desnecessários e custosos, pois nem sempre teremos o cenário para recarregar a bateria do dispositivo e desenvolver projetos que consideram que o baixo consumo de energia vai permitir atendimento e ROI (Retorno Sobre o Investimento) assertivo. A grande maioria dos dispositivos IOT devem ser programados para trabalharem de 5 a 10 anos sem a troca/carga de bateria para que “a conta feche”.

Cobertura / Alcance: O dispositivo pode ser móvel ou fixo. Quando falamos em IOT e, consequentemente, a escala dos bilhões de dispositivos ou centenas de milhares quando tratamos de um projeto em específico, é preciso considerar uma tecnologia que tenha cobertura em toda a região onde é possível e previsto a implantação dos dispositivos e, consequentemente, sua escala. A cobertura vai além da área de abrangência. Deve-se avaliar o alcance da tecnologia em situações mais críticas, por exemplo, em subsolos. As tecnologias de conectividade LPWA são as mais recomendadas porque são redes que nasceram para atender a demanda de Internet das Coisas e contam com características específicas para uma performance mais adequada da conectividade de dispositivos inteligentes.

Confiança / Segurança: daria um capítulo à parte para falar sobre segurança e a sua importância. Garantir uma rede segura aos dispositivos de IoT e autenticidade dos dados coletados e transmitidos é a base para um projeto sério e consistente.

É preciso considerar:

  • Identificação e autenticação das entidades envolvidas no serviço de IoT (ou seja, gateways, endpoints, rede doméstica, redes de roaming, plataformas de serviço);
  • Controle de acesso para as diferentes entidades que precisam ser conectadas para criar o serviço de IoT;
  • Proteção de dados para garantir a segurança (confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade) e privacidade das informações da rede para o serviço de IoT;
  • Processos e mecanismos para garantir a disponibilidade de recursos de rede e protegê-los contra ataques (por exemplo, implementando firewall apropriado, prevenção de intrusão e tecnologias de filtragem de dados);
  • Canais de comunicação seguros: O objetivo de um canal de comunicação seguro é garantir que os dados enviados pelo canal não sejam processados, utilizados ou transmitidos sem o conhecimento e o consentimento da pessoa em causa. As tecnologias de criptografia desempenham um papel crucial na transmissão segura de dados, garantindo as propriedades de confidencialidade, integridade e autenticidade. A criptografia deve ser apropriada para o sistema que está sendo projetado e implantado, levando em consideração endpoints de baixa complexidade, aspectos de rede e o serviço fornecido.

Agora, vamos trazer a teoria para a prática, considerando um dos maiores projetos da América Latina, implantado aqui no Brasil e que conta com 100 mil dispositivos conectados somente na 1ª fase do projeto.

O caso de uso é na vertical que chamamos de Utilities, que refere-se a projetos relacionados à água, gás e energia.

O estudo de caso que vamos apresentar é um projeto da Sabesp – Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo que é a maior empresa de saneamento das Américas e a quarta maior do mundo em população atendida.

A Sabesp é responsável pelo fornecimento de água, coleta e tratamento de esgotos em 375 municípios do Estado de São Paulo, além de representar 30% do investimento em saneamento básico feito no Brasil.

Confira o desafio, a solução e o resultado:

O desafio
Ler a água em grandes ambientes urbanos apresenta muitos desafios, incluindo difícil acesso ao medidor pelas equipes de leitura. Isso se traduz em muitas leituras omitidas e baixa frequência de leitura média. Algumas consequências são:

  • Receita da companhia de água ruim e previsibilidade de despesas do cliente; e
  • Muito tempo para detectar vazamentos, causando muitas disputas com os clientes sobre o valor da conta e, também, perda desnecessária de água tratada, causando uma pegada ambiental ruim.

A solução
Implantação de novos medidores ultrassônicos mais precisos, juntamente com uma solução de medição Sigfox que fornece leituras duas vezes ao dia. A solução fornece ao cliente e à Sabesp informações precisas sobre o consumo de água, vazamentos e outros problemas no abastecimento de água, incluindo reversão de vazão.

Os resultados

  • Previsão precisa da receita do próximo mês.
  • Detecção precoce de vazamentos de água.
  • Gestão hídrica precisa e equilíbrio, permitindo a medição das perdas de distribuição.
  • Clientes mais felizes.
  • Menos equipes de leitura nas ruas expostas à pandemia do Covid-19.

A telemedição – ou leitura remota -, automatiza o processo de medição do consumo de água. A tarefa que era realizada uma vez ao mês de forma manual, agora pode ser realizada múltiplas vezes ao dia. Além de medir, o sistema também gera alarmes e estatísticas importantes sobre o funcionamento de toda a rede. Todos esses novos recursos trazem confiabilidade, transparência e economia para os consumidores e eficiência operacional sem precedentes para a Sabesp.

A rede de Internet das Coisas (IoT) é da WND, operadora da tecnologia Sigfox no Brasil, e foi o meio de comunicação escolhido do total dos hidrômetros conectados. Trata-se de uma tecnologia que permite o transporte dos dados sem fio, a longas distâncias e, ainda assim, com consumo mínimo de energia, já que os dispositivos devem ficar em operação por, pelo menos, cinco anos sem troca ou recarga de bateria (dentro dos 4Cs que foram exemplificados acima).

Você pode consultar o site da WND Brasil e encontrar uma série de dispositivos homologados que atendem diversas verticais e que usam a tecnologia que comprovadamente está entre as melhores escolhas na união tecnologia e modelo de negócio para tornar os projetos de Internet das Coisas viáveis e confiáveis.

A WND Brasil, que faz parte do Grupo WND, atua no mercado de IoT (Internet of Things) através da implantação de uma rede pública nacional, com um modelo de negócio B2B (Business to Business) que permite a venda de conectividade a baixo custo. Em apenas três anos de atuação em território brasileiro, a empresa já está presente em todas as capitais do país, cobrindo uma área com população superior a 120 milhões de habitantes e atendendo mais de 360 cidades. A WND Brasil é pioneira em rede pública nacional dedicada exclusivamente a IoT usando tecnologia Sigfox.

A Sigfox é a pioneira da rede 0G e líder mundial como provedora de serviços IoT (Internet das Coisas). A Sigfox oferece uma combinação única de tecnologias de custo ultra baixo e energia suportada por uma rede global, permitindo que as empresas ganhem visibilidade e rastreiem seus ativos em todo o mundo. Com mais de 17 milhões de dispositivos conectados e 70 milhões de mensagens enviadas por dia, a Sigfox ajuda seus clientes a extrair dados cruciais com o menor custo, e acelerar sua transformação digital em áreas-chave como Rastreamento de Ativos e Cadeia de Suprimentos.

Você pode simular seu projeto, usando o material que deu base para este projeto e é usado nas consultorias de Eduardo Arcas, Diretor de Vendas de Soluções da Sigfox.

dispositivos Sigmais - Cidade Inteligente

Para comprovar que a escolha da WND une tecnologia e modelo de negócio entre as melhores escolhas para projetos de Internet das Coisas, quero contar sobre outro grande projeto no Brasil. Desta vez, é aplicado na vertical de Cidades Inteligentes.

É um projeto da cidade de São José dos Campos, que, inclusive, neste momento está buscando a certificação de 1ª Cidade Inteligente do Brasil.

Entre as iniciativas, por meio da gigante espanhola EYSA, a cidade conta com o uso de tecnologia IoT, cuja responsável pelo desenvolvimento dos dispositivos foi a Sigmais. Em um período de apenas três meses, foram instalados mais de 4 mil dispositivos que recebem o nome de Sigpark. Estes informam aos motoristas onde há uma maior concentração de vagas livres para estacionar pelas ruas da cidade.

Hoje cerca de 25% do tráfego mundial em grandes metrópoles no mundo, incluindo Brasil, é composto por motoristas em busca de lugar para estacionar, e a IoT ajuda a reduzir o fluxo de automóveis, pois monitora remotamente o local e aponta a existência das vagas.

Entenda como funciona os recursos para:

1- Sinalização de vagas livres:

Os dispositivos Sigpark utilizados em São José dos Campos têm o propósito de utilizar Internet das Coisas para oferecer um serviço de coleta e monitoramento de dados mais relevante e confiável para melhorar a qualidade de vida dos habitantes da cidade.

O mesmo dispositivo também é usado por grandes shopping centers e outras aplicações para cidades, como o serviço de estacionamento rotativo (Exemplo: Zona Azul).

2- Monitoramento do trânsito:

Outra possibilidade no quesito tráfego urbano é o monitoramento do trânsito, possibilitando obter informações sobre o fluxo de veículos remotamente. Isto permite fornecer dados para autoridades em tomadas de decisão.

Além de melhorar o movimento de veículos, diferentes aspectos da vida de uma cidade podem ser beneficiados com os recursos da IoT.

3- Medição de temperatura:

A aplicação de medição de temperatura colabora para a rotina das pessoas em centros urbanos. A cidade pode usar as informações para oferecer dicas aos seus cidadãos, como, por exemplo, incentivar beber água em dias mais quentes ou instruir para evitar a circulação nos horários de pico do calor.

Este tipo de dispositivos IoT sensorizado também pode ser estendido para empresas privadas usar em câmaras frias como geladeiras de supermercados e, até mesmo, da indústria farmacêutica, para armazenar medicamentos e contribuir para a gestão da saúde.

A Sigmais conta com mais opções de dispositivos atuais focada em soluções para transformar dados em resultados, saiba mais em https://site.sigmais.com.br/!

O artigo usou como referência meus conhecimentos, os press releases das empresas citadas e foi revisado por Eduardo Arcas, Guilherme Azevedo, Rebeca Neiva, Jose Almeidae Letícia Fernandez.

3- Medição de temperatura:

A aplicação de medição de temperatura colabora para a rotina das pessoas em centros urbanos. A cidade pode usar as informações para oferecer dicas aos seus cidadãos, como, por exemplo, incentivar beber água em dias mais quentes ou instruir para evitar a circulação nos horários de pico do calor.

Este tipo de dispositivos IoT sensorizado também pode ser estendido para empresas privadas usar em câmaras frias como geladeiras de supermercados e, até mesmo, da indústria farmacêutica, para armazenar medicamentos e contribuir para a gestão da saúde.

A Sigmais conta com mais opções de dispositivos atuais focada em soluções para transformar dados em resultados, saiba mais em https://site.sigmais.com.br/!

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