TECNOLOGIA CARROS INTELIGENTES

Devo confessar que, mesmo sendo engenheiro eletrônico, sou muito conservador em relação ao volume de tecnologia que temos diariamente nos bombardeando e que afetam nossa vida pessoal. Por decisão e preferência íntima, sinto saudades do tempo em que não existia nada eletrônico em um carro.

 

O vidro da janela era manual. Talvez, no máximo, “o único” pecado fosse a ignição e o motor de partida para fazerem o carro funcionar. Invejo as pessoas que conseguem restaurar um Jeep antigo da Segunda Guerra. Se quebrar alguma coisa, ainda lembro do tempo em que se consertava qualquer problema com uma caixa de ferramentas.

 

Mas essas liberdades sempre vieram com um alto custo, não financeiro, mas de segurança das pessoas ao nosso redor.

 

Nos dias de hoje, é provável que, infelizmente, alguém dirigindo um carro a 80 kms/h resolva ler uma mensagem do whatsapp, causando um grave acidente. A vida atribulada e o ritmo 24×7 multitarefa nos obrigam a buscar a tecnologia como item de segurança, cada vez mais obrigatório e não opcional.

 

A quantidade de veículos nas estradas, de pessoas distraídas e a complexidade de navegação cada vez mais frequente não deixam opção que não o uso de recursos avançados de navegação. É aqui onde está havendo uma revolução no transporte pessoal, muito parecida com a que ocorreu na transição do cavalo para o automóvel.

 

Já vimos a chegada dos carros autônomos. Ainda não temos um desses na garagem, mas esse dia está chegando. Vamos falar do que já temos à nossa disposição, tecnologias que estão nos levando mais próximos ao dia em que nossos netos não mais saberão o que é dirigir um carro. Atualmente, convenhamos, nem nossos filhos sabem trocar um pneu ou dirigir muito longe sem um Google Maps.

 

Faz pouco tempo, comprei um Honda Ridgeline. Ele vem com uma pancada de recursos, especificamente ACC e LKAS.

 

Já conhecemos o CC, “cruise control”. Trata-se da função que permite definir a velocidade fixa de cruzeiro do carro. Marcando 80km/s, o veículo se manterá nessa velocidade. Do ponto de vista de tecnologia, nada complexo além do circuito de monitoração do marcador de velocidade, retroalimentando a injeção de combustível. Tudo isso se dá através de pura gestão interna do veículo. É nessa área onde vem a mudança do que temos no futuro próximo. O carro passou a interagir com o meio externo, recebendo sinais, eventos, e tomando decisões.

 

O ACC, ou “Adaptive Cruise Control”, é um CC bem melhorado, onde a análise do ambiente externo define se o carro deve reduzir a velocidade, como por exemplo, ao se aproximar do veículo à frente. O ACC da Honda utiliza uma combinação de um radar instalado na frente do carro e uma câmera instalada no para-brisas. Com a combinação de dados obtidos do radar e do tratamento de imagens, o veículo determina a velocidade dos objetos, e se eles estiverem se aproximando, a redução de velocidade é realizada através do controle no sistema de freios. Quanto mais rápida for a aproximação (por exemplo, o carro da frente está freando), maior será a frenagem. No caso inverso, o veículo volta a acelerar até a velocidade previamente determinada no ACC pelo motorista.

 

O mesmo sistema de câmera é utilizado para identificar a posição relativa do carro em relação às faixas da pista. Ao detectar, por tratamento de imagem, que o carro está saindo do alinhamento, ou para esquerda ou para a direita, o LKAS (Lane Keeping Assist System) aplica um torque no controle de direção, puxando o carro para o lado oposto até ocorrer o realinhamento.

 

ACC e LKAS ajudam, mas não devem ser usados como substituto do motorista e da atenção necessária no trânsito. Imagine uma estrada com péssima sinalização, ou motoristas irresponsáveis ao seu redor, mas esses recursos que estão vindo nos carros atuais dão uma ideia de como será o futuro do carro autônomo. Ainda há muito a ser resolvido para que essa realidade se concretize de forma segura e abrangente. A tecnologia do carro autônomo é bem mais avançada e está em fase de testes em algumas cidades nos EUA.

 

Segunda a montadora, o sistema aplica até 80% da força de direção necessária, com o motorista fornecendo os 20% finais. Como o próprio nome sugere, o Sistema de Assistência ao Motorista Avançado da Honda foi projetado para complementar o motorista, não para substituir sua entrada.

 

A Honda afirma que o Lane keeping Assist System, Adaptive Cruise Control e o Collision Mitigation Brake System ajudam a reduzir a fadiga do motorista e fazem uma grande contribuição para a segurança ativa, garantindo que você permaneça no controle de seu veículo o tempo todo.

 

Para ajudar a reduzir a probabilidade ou gravidade de um impacto frontal, conheça os recursos do Collision Mitigation Braking System ™ (CMBS ™):

  • Alimentado por uma combinação de transmissor de radar e câmera frontal, determina a distância e a velocidade de fechamento de objetos detectados que estão diretamente à frente.
  • Quando o sistema recomendar a frenagem, ele emitirá um alerta sonoro e piscará um aviso de “Freio” laranja no Visor de Informações Múltiplas. O Head-Up Display disponível também projetará um aviso de luz laranja no para-brisa.
  • Se você não tomar medidas para reduzir a velocidade, o CMBS ™ inicia automaticamente uma frenagem leve.
  • Quando o sistema detecta que uma colisão frontal é inevitável, e mesmo que nenhum alerta anterior tenha sido dado, uma forte frenagem é aplicada automaticamente para ajudar a reduzir a velocidade do impacto e a força de colisão.
  • O objetivo do CMBS ™ é alertar o motorista para aplicar os freios. O sistema ajuda, mas nem sempre se espera que evite uma colisão por conta própria.
  • Para evitar avisos desnecessários, o CMBS ™ não funcionará em velocidades abaixo de 3 MPH.

 

Do mesmo jeito que nossos tataravôs resistiram à transição entre o uso do cavalo e o automóvel, é de se esperar que as atuais gerações também resistam ao fato de que, um dia, quem vai guiar um carro será um robô. Provavelmente, lá na frente, dirigir um carro será proibido, como hoje é proibido andar a cavalo na maioria das estradas. Não será a nossa geração a aceitar de bom grado tanta mudança, mas é de se esperar que nossos netos e bisnetos acharão absurdo imaginar a hipótese de ter que dirigir um carro.

 

Veja na prática como funciona a tecnologia:

 

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