Será Internet das Coisas é coisa só para Engenheiros e para profissionais de TI?

Te convido a refletir se essa afirmação ainda é uma verdade absoluta e gostaria de saber se faz sentido para você.

Uma coisa que sempre chamou atenção quando se falava em Internet das Coisas era a associação com Tecnologia ou ao domínio em determinados grupos de profissionais como engenheiros e profissionais de Tecnologia da Informação.

Com o passar do tempo, passamos a entender que Internet das Coisas não é uma Tecnologia.

O IOT é uma espécie de ecossistema que reuni variadas tecnologias e é, na verdade, um Negócio ou uma cadeia de valor para qualquer Negócios e que a Multidisciplinaridade dos envolvidos e do ecossistema das soluções são fundamentais na criação, desenvolvimento e execução dos seus projetos.

Mas será que essa máxima, essa verdade absoluta, relativa ao Grupo Profissional que toca e ativa este universo do IOT, bem como sua formação acadêmica se alteraram?

A resposta é NÃO!

Mas isso ainda por enquanto e buscarei explicar melhor esta constatação a seguir com dados que vão basear minha constatação.

Os dados são da pesquisa que promovi aqui no Tudo Sobre IoT, realizada em julho de 2020 com a base de usuários cadastrados em nosso mailing.

Quero ressaltar que fundamentalmente os cadastros são espontâneos, obtidos devido a interações realizadas pelos conteúdos que produzimos e promovemos, não sendo leads “comprados”.

A pesquisa foi executada visando entender o momento atual de pessoas que estão interessadas no assunto Internet das Coisas.

Dá só uma olhada como foi o resultado:

  • Surgiu respostas oriundas de profissionais com formação em nove áreas diferentes das previstas: Administração, Economia, Matemática, Física, Direito, Comunicação, Ciências Sociais, Relações Internacionais, e Recursos Humanos, totalizando cerca de 20% das respostas fora do básico IT e Engenharia.

Olhando o perfil das áreas onde os participantes atuavam, desconsiderando áreas tradicionais do IOT tais como Técnicas (Produção/P&D), de Tecnologia (TI/Computação), Comercial/MKT (aqui pelo sentido mais genérico de suas atuações) e Educação (pela sua própria essência de atuação) encontramos oriundos de sete outras áreas de atuação que foram: Logística, Facilites, Jurídico, Financeiro, Compras, Segurança e Inovação, totalizado cerca de 30% das respostas.

O cruzamento destas constatações identificadas em nossa pesquisa nos leva a crer que certas conclusões parecem inevitáveis:

1-Que Internet as Coisas, seus Projetos e Aplicações, começam a despertar interesse por diversos segmentos e áreas, bem como por variados perfis de profissionais – não mais limitado a formação técnicas.

2-Portanto, empresas de Internet das Coisas, tem o desafio cada vez maior de ampliar conhecimentos, visões e expectativas na solução de problemas de qualquer segmento de mercado e, principalmente, se envolver desde o início, mesmo antes da criação da solução de uma solução de IOT, conhecendo o atual cenário destes diferentes mercados.

3-Tem que haver uma continuidade da massificação e distribuição do Conhecimento acerca de todo ecossistema de IOT. Isto fara que as pessoas se sintam à vontade em participar e com uma base mais solida, conseguirem encurtar todo o ciclo de desenvolvimento de um Projeto;

4-Haverá mais massa crítica para ajustes, convencimento e apadrinhamento nas decisões, pois as percepções de retorno sobre o investimento e absorção de benefícios ficara mais nítida e assertiva;

5-Todo player que atuar neste mercado fornecendo algum tipo de solução de Internet das Coisas, poderá ter a vantagem que a familiarização de certas aplicações em escala pela sociedade (tais como Casas Inteligentes, Meios de Pagamento, Monitoração e Rastreamento) facilitem a compreensão por novos tipos de aplicação na Saúde, no Varejo, na Agricultura, entre outros;

6-Para um Médico ou trabalhador direto da Saúde (não tivemos nenhuma resposta deste Grupo) será impossível não entender que terão com a Telemedicina (não Consultas apenas mas Operações a Distância), a Monitoração Preventiva e o uso da Inteligência Artificial em diagnósticos preditivos que várias aplicações de IOT estão sendo trabalhadas, serão incorporadas com mais velocidade em seu cotidiano, e portanto logo estarão aqui participando ativamente das comunidades, fazendo cursos, congressos de IOT. Vale observar que talvez a Pandemia tenha distanciado o tempo de dedicação para esses profissionais responderem a pesquisa;

7-No Varejo tradicional (mesmo agora em seu momento de queda previsível) apresentam-se várias soluções de IOT que sinalizam distanciamento social dentro de PDV’s, com Provadores Virtuais e Filas virtuais de Caixas que o público no geral comenta e divulga com intensidade em suas redes sociais, contribuem para fazer este público despertar mais o interesse e curiosidade pelo tema de Internet das Coisas. Neste setor, a pandemia impulsionou o investimento imediato de tecnologias IOT que tem como base controles e acessos remotos.

8-Um Agrônomo já não consegue (no tempo verbal do presente) mais ficar de fora do acompanhamento que a tecnologia presente nos projetos de IOT incorporam, como também tem que se posicionar como ponto de referência para que várias destas aplicações se consolidem: na irrigação, no controle de pragas, na criação de animais e no processo de plantio e colheita pra não irmos mas além;

9-Assim como um Geólogo, um Oceanografista, um Ambientalista cujas formações nos parecem mais “distantes” no sentido literal de suas atuações, se engajarão naturalmente à medida que Drones, Embarcações Autônomas, e Coleta de dados ambientais se tornem rotineiras nas aplicações em andamento de Internet das Coisas;

10-Já um Urbanista não poderá deixar de lado o fato de que aplicações de Cidades Inteligentes já mudam a dinâmica urbana e assim suas intervenções poderão ser mais amplas se consideradas esta Inovação que IOT propicia, da mesma forma que seus ‘primos’ Arquitetos já experimentam em seus projetos com Casas Inteligentes ou apenas Conectadas;

10-Na nova corrida espacial que vislumbramos, ativada e bancada pela iniciativa privada nos trará uma série de novos avanços tecnológicos em projetos com a essência de Internet das Coisas e nos colocarão de frente com um público mais ávido pelo conhecimento adquirido deste novo front, ativando a participação e o envolvimento como em todos os avanços tecnológicos que a corrida espacial do século passado nos forneceu;

11-Por fim, destacar Psicólogos (e talvez Psiquiatras). Não aparecem em nossa pesquisa, mas tenho um registro de uma reunião com uma empresa de Coach e Gestão Empresarial cujos sócios (dois psicólogos) ficaram sedentos em conhecer o que é o universo de Internet das Coisas pois estavam sendo interpelados por alguns de seus clientes, preocupados querendo entender como o inevitável, econômico que esta revolução já começa a apresentar ao mundo biológico (nós, Humanos).

Isto portando pode significar que nem tudo são Flores.

As revoluções (aqui, em particular as produtivas e econômicas) nos ensinaram que a resistência a sua fixação é muito grande em seu estágio inicial e talvez o fato de pessoas com áreas de formação e de atuação profissional mais amplas podem ser relacionadas ao fato de buscarem entender como a Internet das Coisas irá definir sua forma de atuação, o quanto terão de se reinventarem ou o quanto irão combate-las.

Sabemos que a adaptação será a reação normal ao longo do tempo, como sempre foram.

A questão de combater uma Inovação, em curto prazo é uma realidade.

A postergação em ativar projetos que sinalizem a transformação mais completa em um negócio que Internet das Coisas propicia será uma objeção mais óbvia.

Como exemplo, a Cidade de São Paulo, ainda hoje não conseguiu retirar os cobradores de ônibus, devido a pressão sindical e a extinção destes empregos, a despeito de avanços em soluções de meios de pagamentos já disponíveis.

Assim, ainda persiste o sentido geral que temos onde a maioria dos envolvidos (quem faz, quem consome e quem tem a visibilidade mais nítida do alcance que podem atingir) nos Projetos e Soluções em Internet das Coisas se enquadram como Engenheiros, Profissionais de Tecnologia e trabalham em áreas Técnicas e Tecnológicas.

Mas, os indícios de massificação de Conhecimento, interesse e envolvimento das demais áreas e profissionais já são presentes e certamente crescerão com o tempo apoiando o crescimento do universo de Internet das Coisas, porem vai necessitar um esforço adicional de comunicação e interação dos personagens atuais e envolvimento dos demais setores, quer sejam dentro de uma Organização ou mesmo na Sociedade.

Aproveito para te convidar, não importa área de atuação ou formação profissional, começar sua jornada de Internet das Coisas com o nosso Curso que é entregue de uma forma diferente, puxando este DNA de inovação, onde misturamos profissionais acadêmicos e de mercado para te ensinar com situações práticas (cases reais) do Brasil e do Mundo as oportunidades para o setor.

O curso é entregue no formato de palestra e conta com a participação diversificada de 18 renomados palestrantes, saiba mais clicando no abaixo.

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